Quando o verde falou comigo.
Vinícius tinha um segredo!
Como todo segredo, ninguém podia saber!
Como todo segredo, logo logo todos vão descobrir!
Como todo segredo, ninguém podia saber!
Como todo segredo, logo logo todos vão descobrir!
Não se sabia ao certo quando as cores desapareceram. Todos tentavam se lembrar, sem sucesso, da última vez que viram um vermelho gritante ou um tranquilo azul.
Na falta de uma data exata, a humanidade declarou que a cor havia oficialmente falecido em agosto de 2010, afinal, fazia tempo que procuravam uma boa desculpa para criar um feriado nacional neste mês.
Para ser franco, pouca coisa mudou no mundo. As pessoas continuavam sem respeitar os semáforos de trânsito. Xingavam os juízes, independentemente do cartão aplicado! Continuaram sem reparar nos arco íris ou nas flores, quando passavam apressados.
Na falta de uma data exata, a humanidade declarou que a cor havia oficialmente falecido em agosto de 2010, afinal, fazia tempo que procuravam uma boa desculpa para criar um feriado nacional neste mês.
Para ser franco, pouca coisa mudou no mundo. As pessoas continuavam sem respeitar os semáforos de trânsito. Xingavam os juízes, independentemente do cartão aplicado! Continuaram sem reparar nos arco íris ou nas flores, quando passavam apressados.
Mas Vinícius tinha um segredo!
Ele podia ver cores! Só quando dormia, é claro! Mas ainda assim eram cores, poxa vida!
E quanto mais dormia, mais sonhava! E quanto mais sonhava, mais via cores!
Com o tempo desenvolveu técnicas surpreendentes para sonhar acordado!
Sonhava andando de ônibus, lendo livros, ou mesmo na mesa de jantar alheio as conversas cinzas que lhe cercavam.
Ele podia ver cores! Só quando dormia, é claro! Mas ainda assim eram cores, poxa vida!
E quanto mais dormia, mais sonhava! E quanto mais sonhava, mais via cores!
Com o tempo desenvolveu técnicas surpreendentes para sonhar acordado!
Sonhava andando de ônibus, lendo livros, ou mesmo na mesa de jantar alheio as conversas cinzas que lhe cercavam.
Eventualmente, a vida cinza, ficava cada vez mais apática. Trabalhar, conversar, rir, namorar, nada disso era tão interessante quanto o colorido mundo dos sonhos.
Nos sonhos, Vinícius rodeado de todas as cores, se perguntou:
- Por que raios alguém iria querer viver cinza, se pode passar o tempo todo sonhando colorido?
- Ué! Por que não viver colorido? - respondeu inconformado o Verde.
- Ora! Vocês cores, não existem no nosso mundo!
- Ei! Que papo é esse? - gritou a cor invocada - A gente sempre existiu, vocês que não nos enxerga!
- E por que eu não os vejo lá? - Vinícius estava inconformado, aquela cor não poderia estar correta! Ele não era tão desatento assim…Era?
- Eu sei lá! Talvez você não queira nos ver, talvez não acredite em nós, ou você tenha medo de nos dividir com todo mundo. Provavelmente tudo isso ao mesmo tempo. Não é fácil nos enxergar em seu mundo, mas se quiser de verdade, você verá! Agora, acorda aí bobonildo!
Nos sonhos, Vinícius rodeado de todas as cores, se perguntou:
- Por que raios alguém iria querer viver cinza, se pode passar o tempo todo sonhando colorido?
- Ué! Por que não viver colorido? - respondeu inconformado o Verde.
- Ora! Vocês cores, não existem no nosso mundo!
- Ei! Que papo é esse? - gritou a cor invocada - A gente sempre existiu, vocês que não nos enxerga!
- E por que eu não os vejo lá? - Vinícius estava inconformado, aquela cor não poderia estar correta! Ele não era tão desatento assim…Era?
- Eu sei lá! Talvez você não queira nos ver, talvez não acredite em nós, ou você tenha medo de nos dividir com todo mundo. Provavelmente tudo isso ao mesmo tempo. Não é fácil nos enxergar em seu mundo, mas se quiser de verdade, você verá! Agora, acorda aí bobonildo!
A lua branquela despertou um Vinícius suado e ofegante. Mas tudo não passara de um sonho. Para sua total frustração o quarto ainda era totalmente cinza. Onde batia luz, branco, onde tinha sombra, preto e dentro do armário um pouco verde.
VERDE! PERAI! COMO ASSIM?!?
Pé ante pé, se aproximou do armário, com medo de que a cor saísse fugindo se percebesse que ele estava alí. Abriu a porta devagarinho esverdeando todo o quarto. Embaixo de caixas, projetos, metas e objetivos fracassados, uma folha emitia a linda cor. Com muito esforço, empurrou todos os objetos que o amedrontavam, livrando a página mágica, para enfim descobrir que era um desenho! No interior da página, havia um monstrinho verde e em letras infantis um texto torto dizia:
VERDE! PERAI! COMO ASSIM?!?
Pé ante pé, se aproximou do armário, com medo de que a cor saísse fugindo se percebesse que ele estava alí. Abriu a porta devagarinho esverdeando todo o quarto. Embaixo de caixas, projetos, metas e objetivos fracassados, uma folha emitia a linda cor. Com muito esforço, empurrou todos os objetos que o amedrontavam, livrando a página mágica, para enfim descobrir que era um desenho! No interior da página, havia um monstrinho verde e em letras infantis um texto torto dizia:
“VINÍCIUS, 6 ANOS
ESTE É O VERDOMILO! ELE PINTA O MUNDO DE VERDE, MAS NÃO SABE VOAR NEM NADAR! POR ISSO O CÉU E O MAR SÃO AZUIS!”
ESTE É O VERDOMILO! ELE PINTA O MUNDO DE VERDE, MAS NÃO SABE VOAR NEM NADAR! POR ISSO O CÉU E O MAR SÃO AZUIS!”
Verdomilo deu uma piscadinha para Vinícius
- Até que enfim bobonildo! Agora, que tal parar de bobonildisses e acharmos os outros?
E assim Vinícius e Verdomilo, foram tirando do armário todas as caixas que prendiam suas cores.
- Nossa! Isso vai dar trabalho! - Disse o humano. Mas a cor animada respondeu:
- Tudo que vale a pena, dá trabalho!
- Até que enfim bobonildo! Agora, que tal parar de bobonildisses e acharmos os outros?
E assim Vinícius e Verdomilo, foram tirando do armário todas as caixas que prendiam suas cores.
- Nossa! Isso vai dar trabalho! - Disse o humano. Mas a cor animada respondeu:
- Tudo que vale a pena, dá trabalho!

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