Doce amor, melada paixão
— Eu não entendo o que está acontecendo, Bianca. Você não era assim quando nos conhecemos. Seu jeito mudou, sua aparência mudou. Você não é mais a mesma! — Zumbia transtornado Herbert, sem saber onde pousar.
— Tudo muda Herbert! A vida é assim! Lide com isso do jeito que achar melhor, mas eu não sou obrigada a me manter estagnada para o resto da vida por você.
— Eu não quero que você fique estagnada minha linda. Eu só…estou aprendendo a te amar de um jeito novo!
— Espera!? Você disse que me ama?
— Claro que te amo! Droga! Você tem razão, as coisas mudam mesmo…
— Espera! Você disse que tenho razão? Minha nossa! Você está morrendo ou algo do tipo?
— Claro que não! É só que… tudo muda mesmo e isso me apavora. Mas quer saber? Gosto de me apavorar do seu lado! Se é pra mudar, que mudemos sempre juntos.
— Eu te amo tanto Herbert! Sempre serei sua sorvete de morango!
— Eu te amo Bianca
Então o mosca e a sorvete derretida se embolaram num doce amor, superando as superficialidades da melada paixão.
Infelizmente, aquela tarde, Senhor Gilberto havia desligado o congelador por causa da equipe de dedetização que chegaria às quatro da tarde. Mas, até aquela altura, nem Bianca e nem Herbert se importariam mais.
Afinal, quanto vive uma mosca e um sorvete?
E no fim das contas, que vale a vida sem amor?

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