29.3.17

Plante coisas boas!


Oláááá Ilustreees!
Tudo bom?
Como vocês estão?
Hoje vim mostrar para vocês umas ilustrações que fiz para o novo projeto da lojinha Cromamundo!
Além de vender cartões de Cacau e mais maravilhosos produtos colorilindos, lá na fanpage do Face irei postar de vez em quando essas ilustrações que dão até diabete de tão doces e fofas!


Estou realmente gostando muito de fazer essas ilustras, então se puderem, CURTAM PELO AMOR DE DEUS! : P

E ai? Curtiu os desenhos? Que achou? Deixe sua opinião, vou adorar saber o que estão achando!
E se gostaram e quiserem ver mais desses adoraveis cromomilos!
Só seguir a
https://www.facebook.com/cromamundo

Então é isso aí pessoal!
Espero que tenham gostado!
Muito obrigado e até o próximo ilustríssimo post!

22.3.17

Nada é impossíviru!


Nada é Impossíviru!

— É! Não vai rolar! Sem chance, jamais vou conseguir publicar meu livro.
Cabisbaixo Luiz atravessou a rua sem prestar atenção se o sinal estava aberto ou fechado.
Devia ser o que? A décima vez que negavam seu livro?
— Nona! Essa foi a nona vez que negam minha história.
Isso mesmo, nove vezes! Pobre Luiz. Talvez ele não tenha nascido para escrever mesmo. Talvez seu talento real seja só ser caixa de mercado. Talvez fosse realmente impossível mudar o rumo de sua vida.
Desanimado Luiz chegou na esquina do metrô, contando as moedas para pegar a condução de volta para casa quando um saco de lixo levantou-se dizendo:
— Opa fio! Tem como o sinhô arranja umas moeda pro mindingo comê empada?
Com as moedas na mão, Luiz sentiu-se compelido a ajudar o pobre senhor, que feliz respondeu:
— Deus ti Abençoe! Aí Sim! Por isso que falo, nada é impossiviru, né não fio?
Luiz ficou comovido com a linda mensagem de motivação entregue em tão oportuno momento.
— Claro senhor! Você tem toda a razão!
— Então fio! Já que tenho razão, me arranja ôta empada pa eu?
Assim Aroldo o mendigo, se acabou de alegria comendo duas empadas farelentas!
Luiz, teve que voltar a pé para casa, pois ficou sem dinheiro para condução.

Doce amor, melada paixão


Doce amor, melada paixão

— Eu não entendo o que está acontecendo, Bianca. Você não era assim quando nos conhecemos. Seu jeito mudou, sua aparência mudou. Você não é mais a mesma! — Zumbia transtornado Herbert, sem saber onde pousar.
— Tudo muda Herbert! A vida é assim! Lide com isso do jeito que achar melhor, mas eu não sou obrigada a me manter estagnada para o resto da vida por você.
— Eu não quero que você fique estagnada minha linda. Eu só…estou aprendendo a te amar de um jeito novo!
— Espera!? Você disse que me ama?
— Claro que te amo! Droga! Você tem razão, as coisas mudam mesmo…
— Espera! Você disse que tenho razão? Minha nossa! Você está morrendo ou algo do tipo?
— Claro que não! É só que… tudo muda mesmo e isso me apavora. Mas quer saber? Gosto de me apavorar do seu lado! Se é pra mudar, que mudemos sempre juntos.
— Eu te amo tanto Herbert! Sempre serei sua sorvete de morango!
— Eu te amo Bianca
Então o mosca e a sorvete derretida se embolaram num doce amor, superando as superficialidades da melada paixão.
Infelizmente, aquela tarde, Senhor Gilberto havia desligado o congelador por causa da equipe de dedetização que chegaria às quatro da tarde. Mas, até aquela altura, nem Bianca e nem Herbert se importariam mais.
Afinal, quanto vive uma mosca e um sorvete?
E no fim das contas, que vale a vida sem amor?

15.3.17

Gorda sem vergonha!


Gorda sem vergonha!

- Lá vem essa Adelaide. Que Horror! Come o dia todo! Não pode ver nada que mete goela abaixo desesperada. Deus me livre! Ainda por cima me vem, com aquela cara de pau, dizer que não sabe porque é tão gorda! Onde já se viu! Falta de vergonha na cara!
Dito isso, Luzía bateu asas e voou, pensando que qualquer dia Adelaide acordaria pensando que era um peru em vez de pomba, de tanta barriga acumulada.
Porém, seus devaneios foram interrompidos, assim que avistou um suculento saco de pipocas caramelizadas esquecido no chão.

8.3.17

Quando o verde falou comigo!


Quando o verde falou comigo.

Vinícius tinha um segredo!
Como todo segredo, ninguém podia saber!
Como todo segredo, logo logo todos vão descobrir!
Não se sabia ao certo quando as cores desapareceram. Todos tentavam se lembrar, sem sucesso, da última vez que viram um vermelho gritante ou um tranquilo azul.
Na falta de uma data exata, a humanidade declarou que a cor havia oficialmente falecido em agosto de 2010, afinal, fazia tempo que procuravam uma boa desculpa para criar um feriado nacional neste mês.
Para ser franco, pouca coisa mudou no mundo. As pessoas continuavam sem respeitar os semáforos de trânsito. Xingavam os juízes, independentemente do cartão aplicado! Continuaram sem reparar nos arco íris ou nas flores, quando passavam apressados.
Mas Vinícius tinha um segredo!
Ele podia ver cores! Só quando dormia, é claro! Mas ainda assim eram cores, poxa vida!
E quanto mais dormia, mais sonhava! E quanto mais sonhava, mais via cores!
Com o tempo desenvolveu técnicas surpreendentes para sonhar acordado!
Sonhava andando de ônibus, lendo livros, ou mesmo na mesa de jantar alheio as conversas cinzas que lhe cercavam.
Eventualmente, a vida cinza, ficava cada vez mais apática. Trabalhar, conversar, rir, namorar, nada disso era tão interessante quanto o colorido mundo dos sonhos.
Nos sonhos, Vinícius rodeado de todas as cores, se perguntou:
- Por que raios alguém iria querer viver cinza, se pode passar o tempo todo sonhando colorido?
- Ué! Por que não viver colorido? - respondeu inconformado o Verde.
- Ora! Vocês cores, não existem no nosso mundo!
- Ei! Que papo é esse? - gritou a cor invocada - A gente sempre existiu, vocês que não nos enxerga!
- E por que eu não os vejo lá? - Vinícius estava inconformado, aquela cor não poderia estar correta! Ele não era tão desatento assim…Era?
- Eu sei lá! Talvez você não queira nos ver, talvez não acredite em nós, ou você tenha medo de nos dividir com todo mundo. Provavelmente tudo isso ao mesmo tempo. Não é fácil nos enxergar em seu mundo, mas se quiser de verdade, você verá! Agora, acorda aí bobonildo!
A lua branquela despertou um Vinícius suado e ofegante. Mas tudo não passara de um sonho. Para sua total frustração o quarto ainda era totalmente cinza. Onde batia luz, branco, onde tinha sombra, preto e dentro do armário um pouco verde.
VERDE! PERAI! COMO ASSIM?!?
Pé ante pé, se aproximou do armário, com medo de que a cor saísse fugindo se percebesse que ele estava alí. Abriu a porta devagarinho esverdeando todo o quarto. Embaixo de caixas, projetos, metas e objetivos fracassados, uma folha emitia a linda cor. Com muito esforço, empurrou todos os objetos que o amedrontavam, livrando a página mágica, para enfim descobrir que era um desenho! No interior da página, havia um monstrinho verde e em letras infantis um texto torto dizia:
“VINÍCIUS, 6 ANOS
ESTE É O VERDOMILO! ELE PINTA O MUNDO DE VERDE, MAS NÃO SABE VOAR NEM NADAR! POR ISSO O CÉU E O MAR SÃO AZUIS!”
Verdomilo deu uma piscadinha para Vinícius
- Até que enfim bobonildo! Agora, que tal parar de bobonildisses e acharmos os outros?
E assim Vinícius e Verdomilo, foram tirando do armário todas as caixas que prendiam suas cores.
- Nossa! Isso vai dar trabalho! - Disse o humano. Mas a cor animada respondeu:
- Tudo que vale a pena, dá trabalho!

1.3.17

Acromatite Aguda



Acromatite Aguda

Acorda! Trabalha! Come! Dorme!
Acorda! Trabalha! Come e dorme…
Acorda! Trabalha, come e dorme…
E pouco a pouco, sem notar, Vinícius foi perdendo a cor. Foi numa terça-feira à tarde, quando buscava um Danoninho de sua priminha na geladeira, que percebeu:
- Oxi! Quando foi que pintaram essa embalagem de cinza?
Não demorou muito, reparou que tudo estava cinza, preto ou branco.
O vaso azul de sua mãe? Preto.
O sofá creme manchado? Branco.
Era de se esperar pelo menos um escândalo, mas contrariando as expectativas, Vinícius só voltou ao trabalho, comeu e dormiu, acreditando que no dia seguinte as cores voltariam.
Não voltaram!
Talvez fosse um problema médico! Mas o doutor apenas disse:
- Senhor Curtis! Creio que seu problema é psicológico, tal fenômeno chamado cor jamais foi comprovado pela ciência.
Por sua vez, o terapeuta diagnosticou:
- Olha Vinícius! Isso é uma fantasia de sua mente, essa tal de cor é apenas uma imagem projetada para evitar os conflitos internos provocados por seus pais.
Sua mãe, obviamente, discordou das opiniões médicas:
- Isso aí é coisa de espírito trevoso! Você tem é que tomar um descarrego!
Os espíritos trevosos porém se defenderam:
- Vivo é assim mesmo! Não pode ter um probleminha que quer botar tudo na nossa conta.
E a vida seguiu-se assim, monocromática, lenta e previsível.
Acorda! Trabalha, come e dorme…
Acorda? Trabalha! Come ,dorme e dorme…
Acorda? Come… Dorme, come e dorme…